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Eletrificados avançam a 17,7% no Brasil e chinesas mudam o mercado

Eletrificados atingem 17,7% do mercado em abril, com avanço das chinesas e nova fase após o Salão de Pequim

Eletrificados avançam a 17,7% no Brasil e chinesas mudam o mercado

Participação cresce com força em abril enquanto ofensiva pós-Pequim indica nova fase de expansão

O mercado brasileiro de veículos leves fechou abril com 235.942 emplacamentos, avanço de 19,5% sobre o mesmo mês de 2025. No entanto, o dado que chama atenção é a mudança no perfil das vendas: os eletrificados já respondem por 17,7% do total, consolidando um novo patamar para esse tipo de motorização no país.

De acordo com os dados da Bright Consulting, foram 41.791 unidades eletrificadas no mês, mais que o dobro do registrado em abril do ano passado. No acumulado de 2026, o segmento soma 133.784 veículos, com crescimento próximo de 95%. O avanço não está concentrado em uma única tecnologia, mas distribuído entre diferentes soluções, indicando uma transição mais ampla do mercado.

Os elétricos a bateria (BEV) ainda lideram, com 41,2% do total de eletrificados, puxados principalmente pelo desempenho da BYD, que segue dominando o segmento com o Dolphin Mini. Ao mesmo tempo, híbridos plug-in (PHEV) e híbridos convencionais (HEV) ganham espaço como alternativas intermediárias, ampliando o alcance da eletrificação.

Esse movimento ocorre em paralelo ao avanço das marcas chinesas no Brasil. Em abril, elas já responderam por 17% do mercado total, acima dos 14,7% registrados em março, em um crescimento consistente que reforça a mudança no equilíbrio competitivo do setor.

Na prática, a eletrificação no país passa a ser cada vez mais associada à atuação dessas fabricantes. Além da própria BYD, marcas ligadas ao grupo Chery, como Omoda-Jaecoo, ampliam presença com novos produtos e maior cobertura de segmentos.

O avanço acontece em um momento de transição estratégica dessas empresas, que nós acompanhamos bem de perto durante o Salão de Pequim. O evento deixou claro que a próxima fase da ofensiva chinesa no Brasil vai além da importação e passa pela consolidação de operações locais.

Projetos industriais em andamento e em estudo indicam que a produção nacional deve ganhar escala nos próximos anos, ao mesmo tempo em que o portfólio se diversifica. Tecnologias como híbridos plug-in, sistemas flex eletrificados e elétricos com extensor de alcance começam a ganhar espaço como soluções mais adaptadas ao mercado brasileiro.

Esse novo ciclo tende a ampliar ainda mais a participação dos eletrificados no mix total. Se hoje eles já se aproximam de um quinto das vendas, o cenário desenhado a partir dos anúncios recentes aponta para um crescimento sustentado, com maior oferta, preços mais competitivos e presença industrial mais forte.

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Mesmo com a queda de 8,7% em relação a março, explicada pelo menor número de dias úteis, a média diária de vendas se manteve praticamente estável. O resultado reforça que o mercado segue aquecido, agora com uma transformação estrutural em andamento.

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