Setor Automotivo

Salão de Pequim 2026 bate recorde e reforça peso global dos elétricos

Salão de Pequim 2026 bate recorde com 1,28 milhão de visitantes e mostra avanço das marcas chinesas e da eletrificação no Brasil.

Salão de Pequim 2026 bate recorde e reforça peso global dos elétricos

Evento teve 1,28 milhão de visitantes e concentra nova fase da indústria

O Salão de Pequim 2026 chegou ao fim com números que ajudam a explicar por que o evento ganhou protagonismo global. Segundo dados oficiais, foram 1,28 milhão de visitantes ao longo de dez dias, consolidando a feira como a maior do mundo em escala e público.

Realizado em dois centros de exposição simultaneamente, o evento ocupou cerca de 380 mil metros quadrados e reuniu 1.451 veículos, incluindo 181 estreias globais e 71 conceitos. O volume reflete não apenas o tamanho do mercado chinês, mas o ritmo acelerado de lançamentos, especialmente no campo da eletrificação.

O InsideEVs Brasil acompanhou o salão diretamente de Pequim, com cobertura in loco que incluiu entrevistas, apurações e contato com executivos das principais montadoras. Ao longo do evento, ficou claro que o Brasil deixou de ser um mercado periférico e passou a entrar no radar estratégico das grandes marcas chinesas.

A participação internacional também cresceu. Foram cerca de 65 mil visitantes estrangeiros e mais de 32 mil profissionais de imprensa, além de mais de 200 coletivas e dezenas de fóruns técnicos. O salão, hoje, funciona tanto como vitrine quanto como centro de decisões industriais.

O que se viu foi uma mudança clara na direção tecnológica. Baterias com densidade superior a 400 Wh/kg, promessas de mais de 1.500 km de alcance em condições de teste e recargas em menos de 10 minutos apareceram com frequência. Ao mesmo tempo, plataformas de software, integração com inteligência artificial e sistemas avançados de condução reforçam a transição do carro para um produto cada vez mais digital.

Esse avanço tecnológico começa a se refletir diretamente no Brasil. Durante o evento, diversas marcas confirmaram novos modelos, estratégias de portfólio e, principalmente, planos industriais no país. BYD, Omoda-Jaecoo, Jetour, GWM, GAC e MG Motor estão entre as fabricantes que já indicam movimentos concretos nesse sentido.

Na prática, o que se desenha é uma nova etapa de expansão. Em vez de depender exclusivamente da importação, as montadoras passam a estruturar produção local, adaptar tecnologias ao mercado brasileiro e ampliar sua presença em segmentos mais competitivos.

Outro ponto relevante é a diversificação das soluções. O salão mostrou que a eletrificação não seguirá um único caminho. Híbridos plug-in, sistemas flex eletrificados e elétricos com extensor de alcance passam a coexistir com os modelos 100% elétricos, em uma estratégia mais alinhada às diferentes realidades de infraestrutura ao redor do mundo.

Com isso, o Salão de Pequim deixa de ser apenas um evento regional e se consolida como um dos principais centros globais de decisões da indústria automotiva. E, para o Brasil, os reflexos já começam a aparecer, e devem se intensificar nos próximos meses, à medida que os planos apresentados saírem do papel.

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Esta publicação foi consolidada a partir da matéria original indicada abaixo.

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