Deixando de lado sistema próprios como na concorrência, sueca quer suas multimídias com o mesmo esquema de celulares
Cada vez mais apostando em tecnologia a bordo, a sueca Volvo anunciou que intensificará ainda mais sua colaboração com a gigante de tecnologia Google. Iniciada em 2020, a parceria entra em uma nova fase que promete redefinir o papel do software no uso diário do carro.
Em breve, os modelos da marca sueca produzidos desde 2020, como o EX30, EX40, XC60, XC90 e os mais recentes ES90 e EX60 receberão o sistema de inteligência artificial Gemini de forma integrada. A I.A trará assistência de voz avançada e a capacidade de "enxergar" os arredores, com atualizações sendo feitas via nuvem, exatamente como ocorre em um celular.
A ideia central é que essa evolução contínua de software adicione funções inéditas e estenda o ciclo de vida dos produtos, tal como as atualizações que ocorrem em celulares Android ou com IOS. E, ao menos na teoria, também ajude a manter os carros da sueca valorizados no mercado de usados, continuando atrativo e atualizado mesmo após anos de uso.
A escolha por desenvolvimento externo
Segundo Anders Bell, Chief Engineering and Technical Officer da fabricante, em citação durante a apresentação do novo EX60, a marca apostará daqui para frente em uma profunda integração com o ecossistema digital, em vez de tentar desenvolver todas as soluções internamente.
Quando a Volvo adotou o Android Automotive em 2020, o setor automotivo ainda era muito focado em sistemas fechados e proprietários. Depender de um parceiro externo para uma parte crítica do software não parecia muito inteligente, até pelas possibilidades de explorar um mercado de assinaturas após a compra do carro, mas Bell avalia que a escolha se mostrou visionária para a empresa.
Na prática, trabalhar junto com o Google no desenvolvimento de novas funcionalidades e as levar primeiro para seus carros, repetindo o que já se vê em tablets ou nos smartphones é muito menos complexo - e custoso - garantindo acesso antecipado às novidades do software e os custos de desenvolvimento.
Do assistente de voz ao carro que “enxerga”
O verdadeiro salto, no entanto, virá com as próximas gerações: os sistemas de entretenimento antecipa Bell, serão conectados diretamente aos sensores do veículo, incluindo as câmeras. Isso permitirá que a inteligência artificial não apenas responda a comandos de voz, mas também interprete, em tempo real, aquilo que o carro “vê”.
Na prática, será possível perguntar se uma placa permite estacionar, se um objeto cabe no porta-malas ou obter informações contextuais durante a condução, sem distrações. Além disso, no caso dos carros elétricos definidos como software-defined, a inteligência artificial também tem papel nas estimativas reais de autonomia e tempos de recarga.
Por enquanto, o sistema chegará primeiro aos Volvo vendidos no mercado norte-americano, sem previsão exata de estreia em outros mercados. No entanto, a ideia da sueca é expandir esse software para o máximo de mercados possível.
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