Picape média mudará bastante por dentro e por fora, mas motor diesel será o mesmo da atual
A Toyota já se prepara para lançar a nova geração da Hilux também na América do Sul. Segundo o portal argentino Autoblog, a montadora vem testando a picape renovada nos arredores de sua fábrica em Zárate, na província de Buenos Aires.
O flagra, feito por fotógrafos locais, corrobora rumores de outro portal local, o site argentino A Rodar Post, que afirmou, há alguns dias, ter visto a picape durante apresentação para concessionários tanto em versão diesel, tal qual a que temos hoje, como também na inédita BEV (foto de capa), 100% elétrica, e que é a principal novidade desta geração. A ideia é que ambas sejam produzidas localmente.
Hilux 2028 a combustão vista na Argentina
De acordo com os dados mais recentes, a nova Hilux terá início de produção previsto para dezembro de 2026, com lançamento comercial ao longo de 2027. A fábrica de Zárate já iniciou treinamento técnico de funcionários e testes de componentes, indicando o avanço do projeto.
Apesar de ser considerada uma geração totalmente nova, a nona encarnação da picape é na verdade uma grande reestilização da atual, evoluindo mais tecnicamente do que em tamanho. Isso se traduz na reutilização da cabine, mesma desde 2015, mas com novo visual interno e externo, que a aproximou de sua prima Tacoma.
Nas dimensões, são 5.320 mm de comprimento (na atual são 5.325 mm), 1.855 mm de largura, 1.845 mm de altura e distância entre os eixos de 3.085 mm, mesma medida da picape vendida hoje Visualmente, a picape também está mais alta, graças ao novo capô e caçamba, que deram maior linha de cintura a Hilux.
Por falar no design, a dianteira agora tem faróis mais finos, bem como a grade dianteira, que deixa de trazer o logo da japonesa para trazer o nome Toyota por escrito. Na elétrica, o para-choque dianteiro é mais fechado, enquanto nas picapes com motor a combustão a marca utiliza elementos com efeito colmeia, que lembram o Corolla Cross.
Nas laterais, a nova Hilux exibe para-lamas mais pronunciados e molduras quadradas, além de um recorte mais profundo na base das portas, inspirado nas picapes americanas. As rodas de liga leve bicolores, mostradas na versão elétrica, têm desenho inédito, e os espelhos retrovisores ganharam carcaças escurecidas e indicadores de direção integrados.
A traseira também ganhou novidades. A tampa da caçamba ganha uma parte em relevo e traz o nome da marca também em destaque, substituindo o antigo logotipo oval, enquanto as lanternas em LED verticais ficaram mais largas, com um desenho tridimensional que invade as laterais. O para-choque traseiro recebeu novos recortes e acabamento em preto fosco.
Já no interior, a mudança é completa, com novo painel mais retangular e inspirado em modelos maiores - e mais caros - da japonesa, como o Land Cruiser e sua prima Tacoma. A Toyota fugiu da tendência de eliminar botões físicos para as funções mais vitais, mas trouxe para a picape uma multimídia de 12,3'' ao centro, em posição destacada, bem como um cluster de instrumentos digital de mesma dimensão, ainda que exclusivo das configurações mais refinadas.
A grande novidade da picape, no entanto, é a chegada de versões eletrificadas em toda a gama. Inicialmente, a nova Hilux chegará nas versões que mais tem volume, ou seja, com motores a diesel puros, mantendo o atual propulsor 2.8 turbodiesel de 204 cv e 50 kgfm, bem como o câmbio automático de seis marchas com conversor de torque.
Após algum tempo, quem chega é o sistema MHEV de 48 volts, que estará presente nesse mesmo motor. Os componentes são simplesmente integrados sem a necessidade de alterações no layout da motorização e são construídos para suportar condições operacionais adversas. Por exemplo, o novo motor-gerador elétrico está posicionado em uma altura suficiente para manter a capacidade de imersão em 700 mm.
O motor aciona o motor-gerador elétrico (uma unidade síncrona de ímã permanente), que, por sua vez, carrega a bateria híbrida. Tal como outros modelos com esse tipo de eletrificação mais leve, ele não é capaz de mover sozinho a picape, apenas ajudando-a no consumo e emissões do diesel.
Por fim, a versão 100% elétrica muda tudo pelo qual a Hilux é conhecida até hoje, sendo um ponto fora da curva até mesmo entre os modelos de passeio da japonesa - já que a Toyota não é lá muito adepta de elétricos, focando mais em híbridos - possui motor duplo que obtém energia de uma bateria de íons de lítio de 59,2 kWh, com capacidade para cerca de 240 km de autonomia pelo ciclo WLTP. O motor dianteiro produz 21 kgfm de torque, enquanto o traseiro gera 27,4 kgfm.
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Esta publicação foi consolidada a partir da matéria original indicada abaixo.
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