Comparamos as fichas técnicas, consumo e equipamentos do novo Sonic RS e do Nivus Comfortline para saber qual faz mais sentido no papel
Após anos de especulações, a Chevrolet enfim apresentou oficialmente a nova geração do Sonic. Agora nacional e posicionado - pela marca - como um SUV cupê, o modelo deixa de lado as carrocerias hatch e sedã do carro vendido aqui na década passada, com posicionamento mais refinado, para encarar modelos altinhos de volume, caso do VW Nivus.
Considerado precursor da categoria por aqui, o alemão chegou em meados de 2020, trazendo uma proposta até então vista só em modelos bem mais caros, mas ainda com porte e equipamentos próximos ao do modelo que o originou, o Polo. Com o Sonic não é diferente, ainda que a diferença de comprimento, de cerca de 7 cm, dê à novidade um visual diferente do hatchback da Chevrolet.
Mas como se sai a novidade quando comparado à principal referência nesse nicho? Comparamos as fichas técnicas dos dois modelos abaixo em suas versões mais próximas, caso do Sonic 1.0 Turbo RS (lançado promocionalmente por R$ 135.990) e da versão Comfortline 1.0 TSI do Nivus, hoje em R$ 158.290. Veja qual faz mais sentido, ao menos no papel.
Medidas: qual SUV cupê tem mais porta-malas?
Apesar de mais recente, o Sonic não é maior que o Nivus em comprimento e no entre-eixos. São 4.266 mm de comprimento no modelo alemão, enquanto o Chevrolet conta com 4.230 mm. Já no espaço, são 2.566 mm no VW e 2.551 mm no carro da norte-americana.
A Chevrolet dá o troco em largura e altura, ainda que não por muito. São 1.770 mm e 1.530 mm versus 1.757 mm e 1.499 mm no Sonic. O novo modelo também tem maior altura do solo, de 200 mm, enquanto o Nivus traz apenas 171 mm. Por fim, o VW ganha no porta-malas, com 415 litros, ou cerca de 23 a mais do que no Sonic (392 litros).
Motor, consumo e desempenho: CSS Prime vs. Turbo TSI 200
Sob o capô, ambos trazem motores 1.0 turbo de três cilindros, flex, com injeção direta de combustível, e câmbio automático de seis marchas. A principal diferença está na calibração entre eles e, claro, no sistema de acionamento do comando.
No Chevrolet, a marca manteve a polêmica correia banhada a óleo presente na família Onix e no Tracker, enquanto o VW possui sistema mais comum. A potência também é maior no alemão, que vai aos 128 cv e 20,4 kgfm de torque quando abastecido com etanol. No rival, são sempre 115 cv e 18,9 kgfm.
A suspensão também é bem similar nos dois. Ambos contam com tração dianteira, com suspensão do tipo McPherson na frente e eixo de torção na traseira. No VW, a marca sai na vantagem ao trazer sempre de série freios a disco traseiros, ainda que as rodas da versão Comfortline sejam menores que no Sonic.
O novato é sempre equipado com um conjunto de liga leve aro 17'' e pneus 205/50, enquanto o VW traz aro 16'' com pneus 205/60. Em ambos, a direção é elétrica, mas só o VW oferece modos de condução, bem como possibilidade de modo manual pela alavanca e pelos paddle shifts no volante.
Equipamentos: qual entrega mais, Sonic ou Nivus?
Apostando em um pouco mais de refinamento que os carros de entrada de suas respectivas marcas, ambos trazem um pacote razoável para sua categoria, ainda que a nova concorrência chinesa tenha deixados em desvantagem em alguns pontos.
No caso do Sonic, há desde a versão Premier seis airbags, revestimento em couro cinza Storm Sky, ar-condicionado digital, sensor de estacionamento traseiro, rack de teto prata, central multimídia MyLink de 11'' com câmera de ré e cluster de instrumentos digital em 8'', sistema OnStar, partida por botão ou por APP, ISOFIX e monitoramento de pressão dos pneus, controle de estabilidade, alerta de colisão frontal e frenagem autônoma, assistência de permanência em faixa e sensor de ponto cego.
A RS adiciona ao conjunto os detalhes escurecidos, caso do rack de teto preto, couro escuro com cintos vermelhos, sensor de estacionamento dianteiro, assistente de estacionamento automático (Easy Park) e maçanetas externas na cor da carroceria. Nenhuma delas tem opcionais.
O VW, por sua vez, traz boa parte desses itens e acrescenta controle adaptativo de velocidade e distância (ACC), ainda que parecido com o do Tera, que só é ativado próximo dos 30 km/h e desativa automaticamente abaixo de 15 km/h, traz também iluminação no porta-luvas e saída de ar dedicada para os bancos traseiros.
Vantagem do Nivus está no porta-malas, de 415 litros
O Nivus, vale lembrar, está aqui representado por sua versão intermediária. Acima dele, há ainda a Highline, também com motor 1.0 TSI, que acrescenta grade dianteira iluminada, retrovisores elétricos externos rebatíveis e tapetes em carpete. A GTS, mais acima, é a única a oferecer o propulsor 1.4 TSI, herdado do Polo GTS.
Conclusão: Sonic custa menos, mas não traz novidades
O Sonic não traz materialmente nada de novo para a categoria, mas carrega consigo a tradição de uma marca - e um grupo - centenário, bem como ampla rede de concessionárias. É justamente esse cliente, ainda não conquistado por modelos de marcas novatas e que não quer os rivais tradicionais que já estão há algum tempo no mercado que o Chevrolet deve conquistar.
O problema é que esse papel já vem sendo feito com sucesso pelo Nivus, bem como o Fiat Fastback há alguns anos. Ao menos por enquanto, o preço - bem mais para um Onix hatch do que para um Tracker - é seu principal atrativo, além, é claro, do fator novidade. Com o tempo, no entanto, resta saber se só isso será suficiente para diferenciá-lo entre tantos modelos nessa categoria.
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