Resumo PreçoCarroBR
- O lançamento entra no radar por indicar direção de produto, posicionamento de marca e possíveis rivais no mercado.
- A leitura principal está em preço, tecnologia, versão, público-alvo e chance de chegada ao Brasil.
- O destaque do momento é: Sucesso do Geely EX2 faz marca mudar planos para o Brasil
O que muda para o consumidor
A novidade pode influenciar comparações, expectativa de preço, escolha de versão e movimentação de concorrentes. Para quem está pesquisando carro, vale observar equipamentos, motorização, garantia, custo de uso e disponibilidade.
Impacto no mercado
Quando uma marca mexe em produto ou posicionamento, a resposta dos rivais costuma aparecer em preço, pacote de equipamentos ou novas versões.
O que aconteceu
Hatch rival do BYD Dolphin emplacou tão bem será feito no país até o fim de 2026
Presente no mercado brasileiro desde meados de novembro, o hatch elétrico EX2 surpreendeu até mesmo as expectativas da Geely, tendo alcançado 4.321 unidades emplacadas em maio. E, para aproveitar o bom momento, a empresa resolveu adicioná-lo aos seus planos iniciais e também fará o modelo no Brasil ainda neste ano.
A Renault Geely do Brasil afirmou em comunicado que a demanda pelo hatch foi bem acima do esperado pela marca, ainda com operação recente no país, e que os planos iniciais em São José dos Pinhais (PR) envolviam os modelos mais caros da marca, caso do EX5 DM-i.
Por falar no EX5, o SUV feito por aqui chegará já em um estágio de nacionalização um tanto mais avançada que os BYD feitos em Camaçari (BA). Há alguns dias, Montenegro citou ao Motor1.com Brasil que a Geely já terá processos de pintura e montagem de peças, devendo apenas a soldagem e pormenores, mas mais avançados que o sistema SKD da rival. A confirmação do EX2 como mais um modelo a ser nacionalizado não altera os planos da Renault Geely de produzir o EX5 EM-i híbrido plug-in ainda em 2026 em seu complexo industrial paranaense.
É de imaginar, portanto, que o EX2 siga o mesmo caminho, já com processo mais avançado de nacionalização. A previsão, no momento, é que o hatch feito no Paraná chegue ainda em 2026. De acordo com o comunicado da Renault Geely, o hatch elétrico será produzido na área CVU (Curitiba Veículos Utilitários) do Complexo Ayrton Senna. A CVU hoje já monta o furgão Renault Master e a picape Renault Oroch.
Lembramos que os impostos de importação sofrerão reajustes em julho, indo para 25% no caso de elétricos, 28% para plug-ins e 30% para elétricos. A ideia do governo é que ele suba gradualmente até que retorne aos 35%.
Conhecido na China como Xingyuan, o EX2 foi o modelo responsável por desbancar o BYD Dolphin Mini em seu mercado local, sendo atualmente a preferência entre os consumidores do país. Derivado da plataforma GEA - mesma dos EX5 - o modelo já nasceu pensado em propulsores eletrificados e na integração com inteligência artificial.
O EX2 tem 4.135 mm de comprimento e 2.650 mm de entre-eixos - como referência, o Dolphin tem 4.125 mm e 2.700 mm, respectivamente -, com 1.300 kg, relativamente baixo para um carro elétrico desse tamanho. Isso fará bastante sentido quando falarmos sobre desempenho e eficiência, principalmente no uso urbano.
Há duas versões: a Pro, de entrada e vendida por R$ 123.800, e a Max, vendida por R$ 136.800. Em ambas, o propulsor é o mesmo, um motor elétrico traseiro de 116 cv e 15,3 kgfm de torque. No assoalho, usa baterias LFP de 40,2 kWh (39,4 kWh úteis, com recarga em 6,6 kW em AC e 70 kW em DC) que, pelo Inmetro, dá um alcance de 289 km. Sua construção lhe permite ainda contar com o porta-malas dianteiro, o frunk, que adiciona 70 litros aos 375 litros da traseira.
Desde a mais barata, oferece seis airbags, partida sem chave, ar-condicionado, central multimídia de 14,6'' com câmera de ré, cluster de instrumentos de 8,8'' e saída de ar para os bancos traseiros. A principal diferença na versão de topo fica para o sistema ADAS, com alerta de colisão com frenagem automática, alerta de mudança de faixas, farol-alto automático e o piloto automático adaptativo.
Ao todo, desde que chegou em novembro, o hatch emplacou cerca de 12.839 unidades, ficando atrás apenas do BYD Dolphin Mini no período, com 35.994 carros.
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