Feito no Brasil, Sonic quer atrair novo público e enfrentar Nivus, Pulse e Kardian
A Chevrolet divulgou nesta terça-feira (21) as primeiras imagens oficiais do Sonic, seu novo SUV compacto feito no Brasil. Com produção na fábrica de Gravataí, no Rio Grande do Sul, o modelo usa a mesma base da linha Onix, mas com atualizações no projeto para adicionar tecnologias. Além disso, aposta no estilo cupê, com visual inspirado no elétrico Equinox EV.
Posicionado entre o Onix Activ e o Tracker, o Sonic chega às lojas em maio para atuar no coração do segmento mais competitivo do País. Com o SUV, a Chevrolet espera atrair um novo público, mais jovem e conectado, e que deseja um carro com estilo e identidade própria. O Sonic, aliás, nasce no Brasil com ambição de escala global.
Galeria: Chevrolet Sonic é revelado e chega às lojas em maio
O visual é sem dúvida um dos pontos centrais do projeto do Sonic. A General Motors não esconde isso — pelo contrário, construiu toda a comunicação do carro em cima dessa proposta. Por isso mesmo, a campanha de lançamento vai usar o conceito “Não vai sair da cabeça”, reforçando o impacto visual como um dos principais atributos.
Inspirado em modelos mais sofisticados, como o Equinox EV, o Sonic tem a dianteira alta, linhas bem marcadas e conjuntos ópticos horizontais. A iluminação de LEDs assume um papel duplo, integrando as luzes diurnas e de seta em um único conjunto, enquanto os faróis com projetor prometem até 20% mais eficiência luminosa.
Outro item marcante será a nova gravata da Chevrolet, mais horizontal, com acabamento escurecido. Ela estreia no SUV a nova identidade visual global da marca.
Silhueta de cupê e proposta inédita
É de perfil que o Sonic mostra seu trunfo estético: a carroceria com queda mais acentuada do teto, típica dos cupês. A proposta tenta posicionar o modelo de forma mais aspiracional no segmento. Com 4,23 m de comprimento, 1,77 m de largura e 1,53 m de altura, o Sonic tenta equilibrar proporções esportivas com bom aproveitamento interno.
Detalhes como as molduras nas caixas de rodas, as rodas de 17 polegadas e opções de personalização com elementos da linha RS reforçam esse apelo visual.
Traseira limpa e foco em eficiência
Na traseira, a Chevrolet optou por um desenho limpo e técnico. As lanternas de LEDs com efeito tridimensional criam uma assinatura luminosa própria, enquanto soluções como o escape oculto e abertura do porta-malas disfarçada ajudam a manter a fluidez do desenho. Segundo a GM, o conjunto também foi pensado para melhorar o fluxo de ar e contribuir na aerodinâmica e no conforto acústico.
Interior promete ser mais tecnológico e refinado
A GM ainda não revelou imagens do interior do Sonic, mas é certo que o SUV-cupê vai subir o nível de percepção em relação à linha Onix. O destaque vai para o Virtual Cockpit System, que integra painel de instrumentos digital e multimídia em uma única peça.
O uso de materiais macios ao toque, acabamento mais elaborado e soluções como bancos com espuma de densidade ampliada — herdados do Tracker — sugerem uma tentativa de posicionamento acima da média do segmento. Já a posição de dirigir será mais elevada, com o volante multifuncional com novos acabamentos.
O Sonic terá uma missão estratégica na linha da Chevrolet: conquistar um novo perfil de consumidor. Segundo a própria GM, o carro foi desenvolvido com base em clínicas com clientes e mostrou forte apelo entre consumidores de perfil mais jovem, que valorizam design, conectividade e diferenciação. É um público que não quer apenas mobilidade — quer expressão.
Para enfrentar Nivus, Pulse e Kardian
O Sonic chega para disputar diretamente com nomes já consolidados como Volkswagen Nivus, Fiat Pulse e Renault Kardian — todos com propostas que misturam estilo e vocação urbana. A diferença é que a Chevrolet aposta em um SUV mais ousado e refinado, que tenta elevar o padrão percebido no segmento, que concentra cerca de um quarto das vendas totais.
Ainda sem todos os detalhes técnicos revelados, o Sonic não quer ser só mais um SUV compacto no mercado. Com proposta mais emocional, o modelo representa uma virada importante na estratégia da GM no Brasil. Uma boa novidade será a estreia do novo sistema Chevrolet Intelligent Driving, com assistências à condução (ADAS) sofisticadas, itens que os concorrentes já oferecem.
Quanto à mecânica, a Chevrolet não divulgou oficialmente, mas a aposta é pelo uso do motor 1.0 turbo de três cilindros do Onix, já com injeção direta de combustível. Desde julho de 2025, esse propulsor teve a potência reduzida de 121 cv para 115,5 cv para entrar numa faixa menor de tarifação dentro do Programa Carro Sustentável. O 1.2 turbo encontrado no Tracker em versões mais caras e na picape Montana ainda é dúvida.
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