Chinesa avalia produção na Espanha para reduzir custos e competir na Europa; contrapartida seria produzir elétrico barato para a Ford
Não é só no Brasil que marcas chinesas vem se aproximando de montadoras ocidentais. Na Europa, a Geely parece cada vez mais próxima de um acordo com a Ford para adquirir uma de suas fábricas, na região da Espanha.
Segundo fontes do setor citadas pela revista espanhola La Tribuna de Automoción, o grupo chinês já teria chegado a um entendimento com a norte-americana. A ideia, é claro, é aumentar a capacidade produtiva e também driblar tarifas no mercado europeu, garantindo assim sua competitividade por lá.
Galeria: Projeção: Geely EX2 pode gerar novo Fiesta
A planta, uma das mais históricas da Ford em todo o mundo, hoje opera bem abaixo de sua capacidade. Depois do fim da produção de modelos como Mondeo (equivalente ao Fusion), o setor Body 3 – o mais moderno do complexo – ficou sem uso.
Hoje, a linha de produção atende apenas ao SUV Ford Kuga. A cessão dessa área da fábrica para a Geely permitiria que a fabricante asiática operasse com uma linha independente, sem que elas precisem dividir as atuais cadeias de produção.
Para a Ford, a operação seria uma forma de dar valor a ativos hoje subutilizados. Já para a Geely, seria um passo estratégico para criar uma base industrial na Europa, reduzindo a dependência de importações e aumentando a competitividade.
O mais curioso desse plano, na verdade, está na produção de um modelo desenvolvido sobre a plataforma GEA (Global Intelligent Electric Architecture), uma base modular capaz de suportar diferentes tipos de motorização, desde híbrido pleno, plug-in, até elétricos puros. O veículo, identificado internamente pelo código 135, pode ser justamente o Geely EX2 já prometido para a Europa e apresentado por lá durante a Semana de Design de Milão deste ano.
O pulo do gato, no entanto, é que as conversas realmente incluem a possibilidade de o hatch da Geely ganhar uma versão feita pela Ford, utilizando a base e motorização da chinesa. Seria o retorno do Fiesta? Ainda não sabemos, mas ele seria uma forma de a norte-americana conseguir diluir os custos de produção e também ter seu concorrente para o novo VW ID.Polo, bem como os Renault Twingo e R5.
A chegada da Geely deverá ter efeitos relevantes também no campo do emprego e da produção.por lá Somado ao projeto que a Ford já havia atribuído em 2024 para um novo veículo multienergia, o investimento do grupo chinês pode levar a fábrica de volta a patamares próximos aos do período pré-pandemia, quando superava as 300.000 unidades por ano.
Um retorno a esses volumes ajudaria a dar mais segurança aos postos de trabalho dos mais de 4.000 funcionários atuais e, no médio prazo, poderia até criar novas oportunidades. Por enquanto, porém, não há confirmações oficiais: a Ford reiterou que está em conversas com diferentes parceiros, sem anunciar acordos definitivos.
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