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Novo motor V8 da Mercedes-AMG será revelado ainda em 2026

Novo propulsor chegará primeiro aos SUVs da alemã; Classe C, no entanto, ficará com um seis cilindros no lugar do atual 2.0.

Novo motor V8 da Mercedes-AMG será revelado ainda em 2026

Contrariando tendências do mercado, propulsor ocupará lugar do 2.0 PHEV de quatro cilindros

Provando que nem só de motores pequenos e de eletrificados vive o mercado hoje, a Mercedes-AMG, divisão de esportivos da alemã, ouviu seus consumidores e investirá pesado em um novo motor V8. A boa notícia? A previsão de lançamento é já em 2026.

No começo desta década, vale lembrar, o futuro da AMG parecia girar em torno de motores a combustão menores, com uma forte dose de eletrificação. Modelos clássicos como o C63, a versão mais extrema do Classe C, trocou os motores grandes por complexos conjuntos híbridos plug-in de quatro cilindros que, na época, eram apresentados como a evolução natural. No entanto, as vendas não atenderam às expectativas da alemã, já que muitos compradores sentiam falta dos velhos tempos - e do ronco - dos V8.

Felizmente, a divisão de performance da Mercedes-Benz ouviu o recado. Um novo motor vai devolver a força de oito cilindros a determinados modelos - mas não espere vê-lo em um novo C63. Em vez disso, o V8 ficará reservado para carros mais bem posicionados na hierarquia, e não para os de entrada. A era em que era possível comprar um Classe C com oito cilindros acabou, provavelmente para sempre.

O V8 estará em modelos maiores e mais caros. O CEO da AMG, Michael Scheibe, disse à revista Car Magazine que ele vai estrear nos SUVs da marca no fim deste ano, antes de ir para outros carros. A edição especial mais radical do cupê CLE, da série Mythos, é uma forte candidata a receber o tratamento de oito cilindros. Inclusive, rumores já indicam 655 cv (cerca de 475 kW) apenas do motor a combustão.

O Black Series baseado no GT, antecipado recentemente, também deve receber o V8. Como a Mercedes-AMG planeja a volta do E63 para enfrentar o BMW M5 e o futuro Audi RS6 Sedã/Avant, ele certamente apostará no oito cilindros. Embora a AMG evite detalhar o novo V8, o executivo afirma que ele vai entregar mais potência.

É razoável supor que os engenheiros já estejam trabalhando em uma versão de alta performance do V8 biturbo de 4,0 litros com virabrequim plano, já visto na reestilização do Classe S e do GLS. Nesses modelos de luxo de grande porte, o motor entrega 537 cv (aprox. 390 kW) e 76,5 kgfm. Naturalmente, espere números ainda maiores quando estiver em carros com emblema AMG.

Galeria: Motor V8 biturbo de 4,0 litros da Mercedes-AMG

A Mercedes-AMG ainda não decidiu se o conjunto híbrido plug-in de quatro cilindros será usado em futuros modelos. Scheibe admitiu que pode ser melhor manter a solução com V8 para controlar o peso, já que a bateria e os componentes do sistema híbrido adicionam muito peso.

''Se você quer um carro leve, às vezes é melhor ter um carro apenas com V8”. - Michael Scheibe

''Se você quer um carro leve, às vezes é melhor ter um carro apenas com V8”. - Michael Scheibe

Mesmo assim, os PHEVs focados em esportividade não vão desaparecer. Modelos como GLE 53 e E53 vão permanecer, vistos como um “bom compromisso” em regiões com regras de emissões mais rígidas, caso da Europa.

E o Classe C? Scheibe disse que o sedã atualizado terá uma versão AMG com um seis cilindros “que gira solto”. A informação não é lá uma grande surpresa, considerando que o novo GLC 53 já substituiu indiretamente as versões 43 e 63 com um seis em linha. O “M256M” entrega 449 cv (cerca de 326 kW) e 61,2 kgfm, além de uma função de overboost que eleva o torque para 65,3 kgfm por 10 segundos.

No geral, a expectativa é de uma AMG “mais AMG do que nunca”, já que Scheibe afirma que a empresa está “voltando a apostar com força em carros com motor a combustão”. A linha terá uma ampla combinação de modelos com seis em linha e V8, além de um V12 no Maybach S-Class - embora o motor de 6,0 litros continue apenas em regiões com regras de CO₂ menos rigorosas.

E, apesar da UE estar exigindo uma redução de 90% nas emissões médias de frota até 2035 em relação aos níveis de 2021, os motores a combustão inevitavelmente acabaram perdendo seu espaço na Europa.

No entanto, isso não significa necessariamente que os conjuntos de seis e oito cilindros estejam vivendo seus últimos anos. A AMG pode continuar vendendo carros a combustão fora da UE ao longo da próxima década - e provavelmente bem depois também.

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