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Resposta aos chineses? Fiat anuncia planos do sucessor elétrico do Mobi

Chamado de projeto E-Car, modelo terá truques de kei car para rivalizar com elétricos chineses como BYD Dolphin Mini e Geely EX2.

Resposta aos chineses? Fiat anuncia planos do sucessor elétrico do Mobi

Novo subcompacto será feito inicialmente na Europa e deve dar origem também a modelos da Peugeot e Citroën

Dona de marcas como Fiat, Peugeot, Ram e Jeep, a Stellantis anunciou que irá fazer um novo grande investimento em modelos pequenos e - ao menos na teoria - acessíveis. Chamado por enquanto de E-Car, o projeto visa um modelo menor que os atuais Fiat Panda/Citroen C3, e já nascerá como um modelo elétrico. A boa noticia? Ele pode ser o carro que dará origem ao novo Mobi por aqui.

Hoje, no mercado europeu, a Fiat mantém o volume da família Panda com a antiga geração do hatch - que lembra muito o Uno Vivace vendido por aqui na década passada - e que é oferecido desde meados de 2011 sem grandes modificações. Com os prazos - e as regras - de emissões cada vez menores, se faz necessário um sucessor que consiga manter preço baixo mas esteja alinhado a nova realidade de eletrificação no mundo.

Panda vendido desde 2011 é o ''Uno Mille'' europeu

É um segmento, aliás, que teve muitas vendas levadas pelas marcas chinesas - tanto lá quanto cá - que chegaram oferecendo subcompactos elétricos por preço de hatchs de entrada. O novo E-Car terá missão de ser o principal modelo que encarará BYD Dolphin Mini e Geely EX2, só para citar alguns.

Tal como dissemos em março, o menor Fiat vendido aqui hoje enganará a morte e se tornará global em sua próxima geração. A ideia é que ele use de alguns macetes dos kei cars japoneses e até de um modelo da Hyundai para se diferenciar do novo Argo - ou seja lá qual for o nome da versão nacional do Panda por aqui - atuando em um segmento um tanto diferente.

Segundo o AutoPapo, o projeto já é tocado hoje sob o codinome F1X, e tenha muito de modelos como o Hyundai Inster/Casper, um SUV pouco maior que um Renault Kwid e com visual bem quadrado. Para se ter uma ideia do tamanho, o modelo da Hyundai possui apenas 3.595 mm de comprimento - não muito diferente do Mobi atual, diga-se (cerca de 3,6 m) -, 1.595 mm de largura e 1.575 mm a 1.605 mm de altura, com uma distância entre-eixos de 2.400 mm.

Ideia do novo Fiat é seguir receita do Hyundai Inster/Casper

Seu aproveitamento de espaço, entretanto, segue a ideia dos kei cars japoneses e, por que não, também do Fiat Uno original, utilizando o máximo que seu visual quadradinho lhe permite em matéria de usabilidade na parte interna.

Com o novo modelo, a Fiat atuaria numa faixa pouco explorada por fabricantes ocidentais, aumentando também o apelo com o consumidor comum. Na Itália, em especial, ele deve ser uma opção pequena e e mais barata não só que o Panda, mas também do 500 atual, nascido como elétrico e depois transformado em híbrido.

O E-Car europeu, a renderização do Motor1.com

Voltando ao projeto europeu, ele será feito na fábrica italiana de Pomigliano d’Arco, responsável durante muitos anos por modelos da Alfa Romeo e, desde 2011, do equivalente europeu do Uno de segunda geração. E, apesar do potencial de substituir o Panda, ele não será o único.

O próprio CEO global da Stellantis, Antonio Filosa, explicou que a ideia é resgatar a identidade o DNA europeu dos compactos do grupo, combinando design reconhecível, produção local e atenção à sustentabilidade, indicando também que ela se estenderá a outras marcas tradicionais entre modelos desta faixa, como as francesas Peugeot e Citroën, bem como Opel e Vauxhall.

Todas elas tinham até pouco tempo modelos subcompactos baratos, como o 108, o C1 e o Adam. Os custos de desenvolvimento para novas gerações, no entanto, acabaram não fechando, e eles foram deixando de ser fabricados pouco a pouco.

De qualquer forma, a mudança indica que as europeias não desistiram de concorrer entre os modelos de volume e não darão de mão beijada para as chinesas um segmento tão grande. Resta saber se a ofensiva dará certo, já que até agora nenhuma marca ocidental conseguiu os mesmos custos de produção das asiáticas.

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Esta publicação foi consolidada a partir da matéria original indicada abaixo.

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